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Festa de Santo Antônio de Barbalha: muito além da tradição, uma identidade que pulsa

Com a chegada do mês de maio, junto à brisa noturna que evoca memórias de um passado já distante, retorna também uma sensação singular — aquela que alimenta a saudade e desperta a expectativa pelos festejos do padroeiro de Barbalha…

Com a chegada do mês de maio, junto à brisa noturna que evoca memórias de um passado já distante, retorna também uma sensação singular — aquela que alimenta a saudade e desperta a expectativa pelos festejos do padroeiro de Barbalha.

Reconhecida hoje como o evento que inaugura o ciclo dos grandes festivais juninos no Nordeste brasileiro, a Festa de Santo Antônio representa, para o barbalhense, muito mais do que uma celebração religiosa. Trata-se de uma experiência coletiva de orgulho e pertencimento, cuja euforia se estende antes, durante e após o mês de junho — movida tanto pela devoção quanto pelo profano, e capaz de unir, com igual entusiasmo, os que aqui nasceram e os que aqui escolheram viver.

Seria injusto eleger nomes em detrimento de outros na construção dessa história, dado o risco inevitável de lacunas na memória. No entanto, seria igualmente negligente não destacar figuras que foram pilares dessa trajetória. O Padre José Correia de Lima, responsável pelo primeiro cortejo do mastro com a bandeira de Santo Antônio, em 1928, está na gênese da festa. O ex-prefeito Dr. Fabriano Sampaio, que em 1973 reconheceu e passou a explorar o potencial turístico do evento, inserindo shows e diversas expressões artísticas, foi decisivo para sua projeção regional. A eles somam-se os padres salvatorianos, as irmãs beneditinas, os colégios Nossa Senhora de Fátima e Santo Antônio, além de personalidades como Dr. João Filgueiras Teles, Socorro Sá, Celene Sá de Queiroz, Mestre Pedro Batista, William Correia, Delmiro Lima, Joaquim Mulato, João Hilário, Celsom Publicidades, Prof. Dr. Josier Ferreira, ex-prefeitos, vereadores ao longo da história e Socorro Luna, entre tantos outros. E outros barbalhenses de hoje, naturalmente, seguem contribuindo de forma relevante para o crescimento imensurável desta festa que pertence a todos.

O propósito destas linhas, contudo, é evidenciar o bem concreto que essa festividade provoca no cotidiano da cidade e de seus moradores. É falar da alegria discreta, mas visível, que toma conta das ruas quando a ornamentação começa a ser instalada. Da satisfação de ver a pintura renovada nos fios de pedra. Do brilho nos olhos dos comerciantes que abastecem restaurantes, bares e hotéis na expectativa de boas vendas. Da sensação de ver as árvores podadas sinalizando uma cidade mais estética e organizada. Vale destacar, ainda, o cuidado e o bom gosto que a administração pública municipal tem demonstrado nos últimos anos na ornamentação do centro, das entradas da cidade e do corredor cultural — um esforço que não passa despercebido.

Para quem, como este autor, tem o privilégio de documentar esses momentos através da fotografia, a festa é uma fonte inesgotável de imagens e emoções: no grandioso cortejo dos grupos de cultura popular, no carregamento do Pau da Bandeira, nos shows nacionais e regionais, ou simplesmente no abraço com amigos que vivem distante e fazem questão de retornar nessa data para celebrar juntos.

Uma festa de cores, de talentos, de emoções — e de um povo que ama e quer, acima de tudo, ser feliz.

Viva Santo Antônio!

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