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Rommel Alencar: 𝗖𝗔𝗥𝗧𝗔 𝗔𝗕𝗘𝗥𝗧𝗔 𝗔𝗢 𝗣𝗢𝗩𝗢 𝗗𝗘 𝗔𝗥𝗔𝗥𝗜𝗣𝗘

O Carnaval passou e 2026, finalmente começa

O Carnaval passou e 2026, finalmente começa

E, com ele, encerra-se também o tempo das distrações.

O momento é de tratar, com seriedade e franqueza, dos rumos políticos e administrativos do nosso Município ao longo dos últimos meses. O cenário atual é preocupante. A conjuntura política encontra-se fragilizada, dilacerada e sem direção clara, incluído aí o campo da chamada oposição — seja aquela que surgiu da derrota eleitoral, seja aquela que resulta da fragmentação interna do grupo do prefeito que hoje ocupa o poder.

O que se vê, lamentavelmente, é uma oposição que não trabalha, não age, não produz. Conversas de esquina e movimentações recentes indicam, inclusive, aproximações dos grupos outrora antagônicos, mais orientadas por interesses pessoais do que por qualquer projeto sério para Araripe. O que dirão seus eleitores originários?

A história recente é clara: as oposições de Araripe nada fizeram ou produziram!!! Assim estar no poder é mais que tranquilo e conveniente.

Os resultados estão postos. As duas últimas eleições municipais — 2020 e 2024 — conduziram ao comando do Executivo, gestões frágeis, sem liderança, sem planejamento e sem resultados, que acumularam e acumulam prejuízos à administração pública, ao erário e, sobretudo, ao povo de Araripe. Como sempre, quem mais sofre são os mais vulneráveis.

Quem não conhecia os dois últimos prefeitos de Araripe? Pelo visto, apenas as ditas “lideranças” que os alçaram ao poder. A diferença entre essas lideranças é simples: umas permanecem estrategicamente próximas ao poder enquanto lhes for conveniente; a outras são descartadas quando deixam de interessar. Ambas jamais se posicionaram junto a sociedade quanto ao fracasso de suas indicações, assumindo devidamente suas responsabilidades.

Na semana passada, inclusive, veio a público o comentário de minha irmã, Danielle Alencar, sobre o rompimento do atual vice-prefeito com o prefeito Zé Gordinho. O fato, por si só, não representa qualquer ganho para o Município, tampouco altera a realidade de uma administração marcada pela falta de organização, planejamento e resultados concretos.

É inevitável, contudo, fazer indagações objetivas ao vice-prefeito:

Não conhecia o prefeito? Não sabia de sua trajetória? E, sobretudo, o que o senhor produziu institucionalmente no exercício do cargo de vice-prefeito, função para a qual é legitimamente e adequadamente bem remunerado?

Alegar falta de oportunidade, incompatibilidade ou apreço político à liderança política diversa é atentar contra a inteligência do povo de Araripe. O vice-prefeito possui, por força do cargo, autoridade política para estruturar gabinete, equipe técnica e apresentar projetos. Mesmo em condição de divergência ou oposição, é seu dever exercer o mandato com responsabilidade, independência e contundência, em defesa do interesse público. O que foi feito até aqui? Contamos com o senhor para isso!

O fato é que Araripe, hoje, encontra-se politicamente e administrativamente fragilizado, e isso é extremamente grave. Esse vazio abre espaço para aproveitadores, forasteiros e mercadores da politica, sem qualquer relação com nossa terra,  que já que enxergam o Município apenas como negócio lucrativo, terreno fértil para contratos, influência e ganhos privados, tratando a política não como instrumento de transformação social, mas como atividade lucrativa privada. É exatamente assim que pretendem agir — e é exatamente isso que precisa ser enfrentado.

Diante desse cenário, faço um chamado direto ao prefeito Zé Gordinho:

É hora reagir e recuperar o tempo perdido, trabalhar, planejar e viabilizar efetivamente o mandato que lhe foi confiado pelo voto popular.

Aos vereadores, cabe honrar o mandato na Câmara Municipal, fiscalizar, propor, legislar e defender a sociedade araripense, e não se acomodar ao silêncio, por vezes, conveniente.

Às chamadas lideranças políticas, o recado é claro: ou passam a trabalhar pelo Araripe e a defendê-lo de oportunistas, ou continuarão sendo parte do problema, e não da solução.

Reafirmo, de forma inequívoca, que serei uma voz dura, firme e permanente na defesa do Araripe. Não abro mão do meu direito — e do dever — de exercer o controle social, com responsabilidade, independência e compromisso com o interesse público.

Informo, ainda, que nos próximos dias será finalizada a minuta do Movimento Viva Araripe, que será submetida e apresentada ao povo araripense como instrumento de fortalecimento da participação cidadã, da transparência e do controle social.

O futuro de Araripe exige vigilância, coragem e compromisso com a verdade.

Araripe merece mais.

E o povo saberá reconhecer quem está, de fato, ao seu lado.

Por fim, o alerta simples e necessário de sempre: mantenham o desconfiômetro ligado.

Rommel Alencar.

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