A avaliação para saber se permanece reconhecida como patrimônio cultural do Brasil já começou…
Técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se encontraram com organizadores e envolvidos na Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio na noite de quinta-feira, 16, na ESBA (Escola de Saberes) em Barbalha, para deliberar sobre a revalidação da celebração, que é considerada Patrimônio Cultural do Brasil.


A reunião teve a participação do padre Joaquim Ivo, responsável pela Paróquia Santo Antônio de Barbalha, do Secretário de Cultura da cidade, Roosevelt Ammison Ramalho Dias, além dos carregadores do Pau da Bandeira, historiadores, artistas, representantes de grupos de cultura popular, agentes culturais e membros da comunidade.
A celebração do Pau da Bandeira é um bem cultural do Brasil, reconhecido formalmente em 2015.
Após uma década, o procedimento de revalidação da celebração em todos os seus aspectos vinculados ao patrimônio teve início. O Decreto 3.551/2000 estabelece que a cada dez anos deve ocorrer uma nova avaliação. Durante esse processo, é analisado o que foi realizado e as mudanças que ocorreram nesse intervalo, além de se verificar se ainda persiste a sensação de referência cultural entre os detentores.


Conforme a Resolução n.º 05 de 12 de julho de 2019, os profissionais do Iphan têm sessenta dias para elaborar o processo de revalidação, prazo que pode ser estendido para até noventa dias, se necessário. O início da contagem para a finalização do estudo do processo de revalidação se deu em 20 de setembro. A entrega do parecer pelos técnicos do Iphan deve ocorrer até 20 de dezembro.
Para o técnico do IPHAN Igor Menezes é difícil não haver essa revalidação desse título da Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio, como patrimônio Cultural brasileiro. “A gente entende que a festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio, é uma festa muito intensa o povo tem uma identificação muito forte, isso acontece se de fato a gente observar que um bem registrado ele perdeu sua razão de existência, e se de fato a comunidade de detentores não identificar aquele bem cultural, o que não acontece com a Festa do Pau da Bandeira, concluiu o historiador e técnico do IPHAN, Igor Menezes Soares”.
Igor Menezes voltou a afirmar que se percebe que os 10 anos que se passou desde seu registro, a festa está mais intensa, mais forte e mais representativa. “A gente tem que cumprir essa reavaliação, mas, não possibilidade de que essa festa não continue a ser uma referência como patrimônio do Brasil”, finalizou.
G 2 Cariri – Fotos: GT









